Principais erros ao especificar aço em projetos estruturais

A etapa de especificação do aço em um projeto estrutural exige mais do que definir bitolas ou quantidade de material. É nesse momento que se garante ou compromete o desempenho da estrutura, a viabilidade da execução e a segurança da obra.

Conheça os principais erros e como evitá-los.

1. Desconsiderar a aplicação real da estrutura

Cada elemento estrutural responde a esforços diferentes. Uma laje nervurada, um pilar ou uma viga baldrame, por exemplo, exigem tipos de aço e bitolas distintas. Especificar de forma genérica, sem considerar o comportamento esperado de cada parte da estrutura, pode comprometer a eficiência e a durabilidade da obra.

A dica: sempre alinhar especificação com os esforços atuantes e o tipo de ambiente (interno, externo, agressivo, industrial).

2. Ignorar as normas técnicas

A ABNT NBR 7480 define os requisitos para barras e fios de aço destinados ao concreto armado, enquanto a NBR 7481 regulamenta as telas soldadas. Ignorar essas normas pode parecer um atalho, mas acaba gerando retrabalho, falhas na montagem e riscos à segurança estrutural.

Norma não é diferencial é obrigação.
Especificar aço fora de norma compromete cálculo, aderência e resistência.

3. Não considerar a disponibilidade do fornecedor

Projetar sem saber o que o mercado efetivamente fornece é um erro mais comum do que parece. Especificar bitolas não disponíveis ou formatos que exigem produção especial, sem prever isso no cronograma, gera atrasos e adaptações de última hora.

Especificação eficiente é aquela que considera a realidade da obra, inclusive a logística.

4. Deixar a responsabilidade para o canteiro

Detalhes técnicos como espaçamento de telas, cobrimento de armaduras, diâmetro das barras e posicionamento das treliças muitas vezes são deixados “para resolver na hora”. Isso resulta em improviso, desperdício e baixa performance estrutural.

Projeto bem especificado evita decisões no improviso e mantém o controle técnico do início ao fim.

5. Não envolver o fornecedor desde o início

Um fornecedor com base técnica sólida pode ser um aliado no processo de compatibilização entre projeto e execução. Ignorar essa etapa e buscar apenas o menor preço na hora da compra tira do engenheiro a oportunidade de revisar detalhes e otimizar soluções com apoio técnico.

Cotação também é consultoria, quando feita com quem entende.


Especificar bem é projetar com visão de obra

Evitar esses erros não é apenas uma questão técnica, mas de gestão. Um aço mal especificado gera impacto direto no cronograma, no custo e na performance da estrutura.

📍 Na JAL, cada pedido passa por análise técnica, com suporte para garantir conformidade com norma, aplicação correta e entrega ágil e estruturada.

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